Casado e passivo

Pela janela de meu apartamento, vi quando João Carlos entrou no bar da esquina, naquela manhã de sábado.
Não havia mais como negar... A presença física dele, mais jovem, mais alto e mais forte que eu, alterava realmente meu comportamento, isto ficara claro em todas as outras vezes que eu o vira... E faziam muitos anos que eu não tinha esta estranha e envolvente sensação me dominando, faziam muitos anos...
Então, resolvi descer, fingir que entrara para tomar um café...


Sai rapidamente e tomei o elevador, com o coração disparado....no barzinho, me encostei no balcão ao lado dele...seu sorriso me intimidava...retribui...
Não tinha como explicar o que estava acontecendo comigo....Sou um homem maduro, casado, sem experiências recentes como gay ....e agora, sentindo atração por outro, também casado, mais jovem...O que estava acontecendo?
Nas ocasiões anteriores, ao conversar com João Carlos, deixei de ser eu mesmo e passei a ter um comportamento estranho e até certo ponto...anormal...
Naquela manhã, tudo estava se repetindo...E o que era pior, desta vez, parecia que ele notara que eu estava me colocando "disponível", que eu estava me oferecendo...Eu estava perdendo o auto-controle, nossas pernas se roçaram de leve....gelei com seu modo ousado ao me falar, em tom autoritário...
- Sua mulher está no apartamento ou está de plantão?
- De plantão...não tem ninguém em casa...
- Acho que chegou a sua hora....você está afim?
- Afim...de quê ?
- Melhor não falar nada...sobe agora e deixa a porta destrancada...tchau...


Nem sei como consegui obedecer...eu nem mesmo sabia o que estava fazendo !
Sai do barzinho tremendo, entrei no prédio e já no elevador, senti o coração disparar, incontrolavelmente....Quase não consegui abrir a porta do apartamento.
Dentro de casa, fui a cozinha, tentar tomar um copo de água...escutei, pouco depois, ruídos na sala...era ele, que entrara e trancara a porta a chave...
Nosso encontro se deu no corredor...ele parou defronte a mim...
- Você gosta de homem, não gosta?
- Não...não é assim...nunca fiz com nenhum depois de adulto...juro...
- Pode ser verdade....sua mulher sabe alguma coisa?
- Não...nada...nem eu mesmo sei o que quero...
- Você tem uma mulher bonita...Ela tem um corpo muito bem feito...tesuda...
- Eu sei...eu sei...Ela te atrai, não é?...
- Muito...muito mesmo...acho ela um tesão...um dia, quem sabe, eu a leve para a cama...Você deixa?...Você aceita que ela seja minha amante...Aceita?...
- Sim, João...sim...é uma fantasia que tenho...faz tempo...ela e outro homem...
- E você, no meio dos dois? Hein ? ...Me conta...
- Não com os dois...só com o homem...
- Verdade? Então...você quer um amante?
- Não sei...não sei...acho que é só com você...acho que é, não sei...


A gente estava colado...eu estava tremendo e quase não me contive, quando fui puxado de encontro a ele...uma mão em minha nuca, a outra na cintura, para depois descer até minha bunda, apertando e puxando contra seu corpo forte....senti o volume de seu membro contra o meu baixo ventre....
- Você gosta...de beijo de homem...na boca?...Gosta?....
- Gostava, gostava muito...Mas, nunca mais fiz...nunca mais...
- Quer um na boca?...Quer?
Antes que eu recobrasse a consciência do que fazia, sua boca mordeu a minha e sua língua buscou o caminho entre meus lábios...gemi, entregue ao seu desejo...
Retribui aquele beijo masculino, como se fosse a única coisa real em minha vida...retribui aos carinhos que ele fazia em meu corpo, apertando a massa dura de seu pau por debaixo da calça....concordei, acenando, quando sua voz rouca me avisou qual seriam nossos papéis...
- Eu não dou....não chupo...não pego no pau...sou seu homem, seu macho...quero você passivo, submisso...fazendo tudo para mim...tudo, está ouvindo?....tudo, até me dar sua mulher, se eu quiser...Tudo!
- Eu dou, João...eu dou...o que você quiser...o que quiser...
- Agora...para seu quarto, anda...para seu quarto...na mesma cama onde você transa com sua mulher...Lá, você vai ser a minha...anda...anda...
Ao lado da cama, retiramos nossas roupas, menos as cuecas...Enquanto o pau de João Carlos se mostrava endurecido, o meu se mantinha inerte, mole...eu estava apavorado!...E fiquei mais ainda quando abaixei a cueca dele...seu pau era enorme, imenso...um verdadeiro cavalo...


- Põe na boca, seu puto...põe na boca...
- Não cabe...não cabe...
- Chupa a cabeça...lambe o talo...você sabe como é...você sabe...
Inexperiente, fiz o que ele mandava...e fui ficando cada vez mais excitado com a cena refletida no espelho...eu me via de joelhos, mamando a vara de um homem, jovem, másculo, casado...Comecei a punhetar compassadamente aquela haste dura e linda, lubrificada por minha saliva e pela secreção que saia abundante de dentro da uretra.
Durante longos minutos, fiz tudo direitinho, a ponto de João soltar gemidos de prazer e de tesão incontroláveis....então, ouvi sua voz, severa...
- Chega....para um pouco, senão vou esporrar em sua cara...
Fiquei de pé e de novo fui beijado na boca...nossas línguas se enroscaram...


- Me mostra onde ficam as calcinhas de sua mulher...
- Aqui...vem.. aqui...
Enquanto eu abria a gaveta, meio curvado, João me abraçou por trás...senti sua vara entre as coxas...
- Olha, aqui...olha....
- Quero as mais safadas...as menores...
- Esta aqui...e esta...
- Caralho!!...Isto é calcinha de puta...Você deixa ela usar isto?...Você é um corno, sabia? Um corno manso...
Enquanto falava, puxou minha cueca para baixo...pegou uma tanguinha minúscula que estava em minha mão...moveu-se...eu senti o que ele queria...
- Põe esta aqui...põe, minha putona...
Ajudado por ele, coloquei...ajustei entre as nádegas, enfiei dentro...meu cacete, agora estava inteiramente duro, mas nem chegava na metade do caralho que eu sentia entre as coxas, por trás...
- Que tesão você ficou...que bunda a sua...Nossa, fico doido só de imaginar esta calcinha enfiada no rego de sua mulher, aquela safada...
- Ahhh...João...Ahhh....
- A putona está no ponto...Está querendo meu pau, né mesmo?... Louca para levar vara...doida de vontade de perder o cabaço...
- Sim, amor...sim...não agüento mais...quero você em mim...dentro...como que me deflorando...me rasgando...descabaçando o meu cú...
- Puta safada...cadela...vai ver o que é homem...vai ver...
- Me mostra, amor...me mostra...
Fui puxado contra ele, de novo beijado na boca....Ele era o senhor da situação, agia, mandava...sabia que estava realizando minhas fantasias mais intimas, as que eu escondera por toda a vida de casado...
- Arruma os travesseiros...deita de bruços em cima deles, com as pernas abertas...Arrebita a bunda.... Assim...assim...


Sem que eu esperasse, estalou um tapa em minhas nádegas...depois outro...mais outro...quatro...cinco....
- João...amor...meu amor...me bate mais...mais...por favor...por favor...mais...mais...
Eu me contorcia com a surra e sentia um tesão desconhecido tomar conta de mim...meus olhos estavam fixos no espelho...eu me via nu...de bruços...de tanguinha vermelha, enfiada no rego...apanhando de um homem...e gostando!!!
Ele bateu até minhas carnes ficarem vermelhas, ardendo. Arfava muito, quando decidiu parar, cansado.
- Agora, chega....Vou te foder, puta safada...enfiar em seu cú...
- João, a seco não....pega creme na gaveta do criado mudo, pega...
Escutei quando ele soltou uma espécie de gemido...o som do creme sendo espalhado no cacete enorme....depois, os dedos afastando a calcinha da minha fenda e enfiando no meu reto, alargando...
- Lubrificante anal...Vai me dizer que ela dá o cú para você?...
- Dá, João...dá sim...ela é completinha...faz tudo...topa tudo...
- Caralho, você está me deixando maluco!...Vou foder você, pensando na sua mulher...naquela gostosa...naquela tesuda...


Senti a cabeça forçar a entrada, senti doer, como sendo rachado ao meio e a arder como fogo...
- Devagar, meu amor...devagar...fazem muitos anos que não dou a bunda, só dei quando criança...e você é enorme...é imenso...Está começando a doer... muito...demais...
- Verdade, minha putinha? Verdade mesmo?...Vai agüentar minha rola, vai?
Suas estocadas eram lentas, suaves , porém enérgicas...Bombeava algumas vezes, depois tirava, passava mais creme nele e em mim...voltava a penetrar a ponta, a cutucar repetidas vezes...Assim, sucessivamente, até que em dado momento, eu já quase não sentindo mais dor, apenas um ardido constante, acompanhado de um calor que subia do reto pelas costas, até a nuca, pedi entre os dentes...
- João...amor...me faz sua mulher, agora...faz agora...
- Olha prá mim, então...olha...
Voltei a cabeça, e contemplei aquele rosto masculino colado a minha nuca...
- Faz em mim...faz....entra dentro de meu corpo...entra inteiro...inteiro..
Como uma estaca em brasa, a penetração se completou....seus pentelhos se colaram em minhas nádegas...mordi meu pulso, abafando um grito de desespero e de dor...Voltei de novo o rosto e olhei nos olhos o homem que acabara de me penetrar, de me fazer mulher e fêmea....
- Me come todinha, agora...sou sua...toda sua...meu macho, meu macho...
- Você é demais, puta gostosa...demais...
- Assim, amor...assim...fode...fode...


Por alguns minutos, meu carrasco moveu-se para dentro e para fora, o pau apenas até a metade, me provocando delírios e alucinações .
- Vou gozar, João...vou gozar...Esporra dentro de mim...esporra...Goza comigo...goza..
- Puta tesuda...geme mais...pede mais pau...pede......
Ele acelerou os movimentos, fazendo meu pênis se esfregar nos travesseiros, me levando ao descontrole total...
- Vai, meu amor...fode sua mulher...fode...goza dentro dela...enche ela de porra....enche...
- Vou esporrar sim...muito...encher você...encher...
Descontroladamente, comecei a choramingar...
- Meu amor...meu amor...me engravida...faz um filho em mim...faz um filho em mim, João....quero ficar grávida...agora...agora...
Explodimos em espasmos violentos, sucessivos, juntos, o macho ejetando sua semente abundante e fértil para as entranhas da fêmea, imobilizada pelo peso nas costas que a dominava e pelo prazer da submissão que ela sentia.
Quietos por algum tempo, permaneci calada, apenas, chorando baixinho, de dor...Pedi, suavemente...


- Tira....tá doendo muito...implorei, entre um gemido e outro...
Quando deslizou para fora, deixou meu reto dilatado, em brasas...Senti algo escorrer entre as coxas...levei uma mão para o meio delas e ao ver o que tinha nos dedos, fui tomado por uma mistura de medo e prazer...Vi que era esperma e sangue....esperma, sangue e mais outra coisa......
- Você me fez, João...me fez...olha...é sangue...sangue...
- Que delicia...então era verdade mesmo...você era cabaço...Eu fiz suas preguinhas...que delicia...que delicia...
João Carlos ajeitou a tanguinha de volta para o meio de minhas nádegas...deu um tapinha de leve, soltando uma risadinha marota...
- Vou querer foder sua mulher...foder você e ela...
- Ela será sua, um dia.... Como eu sou...
Foi ao banheiro, escutei que tomava banho..


Dei um tempo, cochilei. Ao acordar, ele já estava deitado ao meu lado, fumando.
Fui me lavar....durante o banho, cuidei do anus inchado...uma pomada cicatrizante ajudou e refrescou muito....A calcinha, suja de porra , de sangue e de mais alguma outra coisa, eu a guardei, bem escondida em meu escritório, para me recordar daquela manhã...
Voltei ao quarto, voltei para a cama....meu amante estava na janela, olhando a rua....Quando se voltou, sorriu para mim...eu retribui...e com um tom de voz que eu nunca tive, bem feminino...murmurei...
- Quero mais, meu amor...mais...
- Tá brincando!!
- Verdade...quero mais outra vez...
- Gostou de ser minha mulher ?...Quer de novo?
- Adorei, amor...adorei ...foi divino ser deflorada por você...divino...Estou toda lanhada, dolorida, mas feliz, muito feliz...
- Você queria isto comigo faz tempo, não queria?
- Queria, João...foi meu sonho realizado....sou toda sua, agora...você me fez fêmea, você me fecundou, me engravidou... ...Agora, quero mais...de novo...Vem, amor...me faz mais
Abaixei o tom de voz, pedi...
- Pega outra tanguinha ...aquela branca...coloca em mim...
- Puta merda...você me deixa louco...doido...Vira de costas...assim...Caralho, que bunda!...Pronto, bem enfiada...bem dentro...
- Meu amor...põe mais creme em meu cú ...e em seu pau também...deita em cima de mim...assim...devagar....vai...devagar...tá entrando...tá entrando...João...João, amo você...amo você...
- Cadela gostosa...cadela safada...agüenta toda minha rola e ainda pede mais...Quer mais, não quer!? ...Quer mais !!!
- Quero, amor...quero...Me fode...me enraba...sou sua...toda sua...me fode......Goza dentro...pode gozar dentro...estou grávida de você, João...grávida...


Em meio aquela loucura homossexual, senti o chão sumir e desmaiei de prazer debaixo do macho que seria, a partir daquele sábado , meu amante total, meu senhor, meu dono....e eu, sua cadela mais submissa...
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marcos.mab@uol.com.br

 

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